LE PORTUGAIS BRÉSILIEN : Les différences entre Portugais brésilien du nord / Portugais brésilien du sud

8/08/2012 Aucun commentaire

Remarque préalable : le même tableau vous est proposé successivement en langue française, puis en langue portugaise. Nous vous laissons choisir la version qui vous convient le mieux.

 

PORTUGAIS BRESILIEN DU NORDPORTUGAIS BRESILIEN DU SUD
PRONONCIATION DES VOYELLES
Ouverture des voyelles atones prétoniques dans le Nordeste (cↄvardi, nↄturno, nεblina, rεcruta). Fermeture des ces mêmes voyelles dans le Sud : cuvardi, nuturnu, alternant avec covardi, noturnu etc.
Fermeture plus prononcée pour les mots composés de 2 syllabes comme filiz, chuver.Mêmes phénomènes mais pas dans toutes les régions du Sud.
Les voyelles atones finales -e, -o sont fermées, modifiant les prononciations pente/penti, lobo/lobu.Les voyelles atones finales -e, -o sont maintenues dans certaines régions du Sud.
PRONONCIATION DES CONSONNES
Production du /r/ au Nordeste et à Rio de Janeiro comme [r] vibrant postérieur. Production du /r/ dans le Sudeste et le Sud comme [r] vibrant antérieur. Le [r] rétroflexe est produit dans les zones rurales, en fin de mot, en début de syllabe et dans les groupes consonnant : porta, caro, cobra. Dans les situations formelles, l’exécution rétroflexe est discriminante.
Le v devient b dans les mots comme barrer, bassoura, berruga, bespa, dans le langage populaire de Pernambuco et de Bahia.Même phénomène dans le langage populaire.
Les consonnes dentaires [t] et [d] en position postonique sont palatisées, comme dans denti, pↄdi, ou même affriquées, comme dans denʧi, pↄʤi.Maintien de la prononciation dentale du [t] et du [d] dans certaines régions, produisant une légère palatisation comme dans denti, pↄdi.
Aspiration et perte du [-s] final : vamos > vamoh > vamo; pôs > poih > pô.Maintien de la sifflante : vamos, pôs. Palatisation dans la région de Rio de Janeiro: ‘vamuʃ, poiʃ.
MORPHOLOGIE
Morphologie nominale et pronominale
Généralisation du pronom relatif que, abandonnant cujo, onde. Même phénomène.
Morphologie verbale
Elévation de la voyelle thématique au prétérit dans le portugais brésilien populaire : fiquemo, falemo, bebimu. Même phénomène.
SYNTAXE
Simplification de la concordance nominale, exprimée seulement par le déterminant (comme dans as pessoa). La concordance nominale et verbale sont favorisées quand les formes du singulier et du pluriel du substantif ou du verbe se distinguent plus fortement (saliência fônica), comme dans a colher/as colheres (par opposition, par exemple, avec o menino/os meninos), o menino é alto/os meninos são alto (par opposition, par exemple, avec ele fala/eles falam).Redondances de concordance dans le langage cultivé, même phénomène pour le parler populaire.
Complément d’objet direct exprimé par ele, lhe: eu não vi ele/eu não lhe vi, eu não conheço ele/eu não lhe conheço.Préférence pour l’omission des pronoms quand ils sont complément d’objet direct : eu não vi Ø, eu não Ø conheço.
Préférence pour la phrase relative écourtée, dans laquelle on omet la préposition avant le pronom relatif (perdi a revista que a capa estava rasgada) et pour la relative redondante dans laquelle on insère un pronom personnel après le pronom relatif (o menino que ele chegou trouxe a correspondência). Dans les 2 cas, on note que le pronom relatif se « dépronomalise » et qu’il devient plus ou moins une conjonction.Mêmes phénomènes.
Préférence pour la phrase substantive “dequeísta”: Ele falou de que não sabia de nada.Même phénomène.
* Extrait de l’ouvrage « Nova gramática do português brasileiro », de Ataliba Teixeira de Castilho (Editora Contexto, 2010)

 

 

PORTUGUÊS BRASILEIRO DO NORTEPORTUGUÊS BRASILEIRO DO SUL
PRONÚNCIA DAS VOGAIS
Abertura das átonas pretônicas no Nordeste (cↄvardi, nↄturno, nεblina, rεcruta). Fechamento dessas vogais no Sul: cuvardi, nuturnu, alternando com covardi, noturnu etc.
Fechamento maior em palavras dissilábicas, donde filiz, chuver.Mesmos fenômenos, embora não por todo o Sul.
Vogais átonas finais -e, -o são fechadas, encontrando-se as pronúncias pente/penti, lobo/lobu.Vogais átonas finais -e, -o são mantidas em algumas regiões do Sul.
PRONÚNCIA DAS CONSOANTES
Produção de /r/ no Nordeste e no Rio de Janeiro como [r] vibrante posterior. Produção de /r/ no Sudeste e Sul como [r] vibrante anterior. O [r] retroflexo ocorre na área dos falares caipiras, no final da palavra, na posição inicial de sílaba e nos grupos consonantais: porta, caro, cobra. Nas situações formais, a execução retroflexa é discriminada.
Troca de v por b em palavras tais como barrer, bassoura, berruga, bespa, na variedade popular de Pernambuco, Bahia.Mesmo fenômeno, na variedade popular.
As dentais [t] e [d] em posição postônica são palatizadas, como em denti, pↄdi, ou mesmo africadas, como em denʧi, pↄʤi.Manutenção da execução dental de [t] e [d] em algumas regiões, produzindo-se uma ligeira palatização nas demais, como em denti), pↄdi.
Espiração e perda de [-s] final: vamos > vamoh > vamo; pôs > poih > pô.Manutenção da sibililante: vamos, pôs. Palatização na área do Rio de Janeiro: vamuʃ, poiʃ. Não realização em São Paulo e em Minas Gerais.
MORFOLOGIA
Morfologia nominal e pronominal
Generalização do pronome relativo que, perdendo-se cujo, onde. Mesmo fenômeno.
Morfologia verbal
Elevação da vogal temática no pretérito perfeito do indicativo, no PB popular: fiquemo, falemo, bebimu. Mesmo fenômeno, na mesma variedade.
SINTAXE
Simplificação da concordância nominal, expressa apenas pelo determinante (como em as pessoa). A concordância nominal e verbal são favorecidas quando as formas de singular e de plural do substantivo ou do verbo se distinguem mais fortemente (saliência fônica), como em a colher/as colheres (em contraste, por exemplo, com o menino/os meninos), o menino é alto/os meninos são altos (em contraste, por exemplo, com ele fala/eles falam).Marcas redundantes da concordância na fala culta. Mesmos fenômenos na fala popular.
Objeto direto expresso por ele, lhe: eu não vi ele/eu não lhe vi, eu não conheço ele/eu não lhe conheço.Preferência pela omissão dos pronomes nessas funções: eu não vi Ø, eu não Ø conheço.
Preferência pela sentença relativa cortadora, em que se omite a preposição antes do pronome relativo (perdi a revista que a capa estava rasgada) e pela relativa copiadora, em que se insere pronome pessoal depois do relativo (o menino que ele chegou trouxe a correspondência). Nos dois casos, nota-se que o relativo se “despronominaliza” e é cada vez mais apenas uma conjunção.Mesmos fenômenos.
Preferência pela oração substantiva “dequeísta”: Ele falou de que não sabia de nada.Mesmo fenômeno.
* Extrait de l’ouvrage « Nova gramática do português brasileiro », de Ataliba Teixeira de Castilho (Editora Contexto, 2010)

 

 

 

 

Mots-clés : DIVERS

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